Quase tudo preparado menos o psicológico dos pais que na hora normalmente da aquele frio na barriga e pensam..... E agora!!!??
Tire algumas duvidas que muitos dos pais de primeira viagem ou até mesmo aqueles que já passaram por essa experiencia maravilhosa mas ainda se sentem inseguros!
Assim que o bebê nasce, é chamado de recém-nascido (RN) e recebido por um pediatra neonatologista que faz todos os procedimentos de reanimação neonatal orientados pela Academia Americana de Pediatria.
É feita a retirada dos líquidos que ficam na placenta do RN, a secagem e a aspiração de vias aéreas – para que o bebê possa começar a desenvolver movimentos respiratórios. É durante esse processo que o neonatologista avalia o RN, ainda em seus primeiros cinco minutos de vida, para poder fazer o Boletim de Apgar (ouEscala de Apgar).
Esse boletim analisa a vitalidade do bebê logo nos primeiros momentos pós-parto, avaliando cinco itens: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, cor e irritabilidade reflexa. Para isso, o médico utiliza pontos, que variam entre 0 e 2. Da soma total, obtém-se a nota do bebê (algo entre 0 e 10), que indica a saúde do recém-nascido.
A avaliação foi criada por Virginia Apgar na década de 1950 para “padronizar” a análise do RN de forma mundial. Assim, quando um RN chega ao consultório de um pediatra, ele pode ver como foi o nascimento de forma eficiente, completa e confiável.
Feito isso, o pediatra (ou a enfermeira) pinga o colírio de Nitrato de Prata a 1% (ou crede) nos dois olhos. O procedimento é obrigatório por lei desde 1977 (Decreto Lei N° 19.941) e previne contra uma possível infecção ocular grave causada pela gonococo (Neisseria gonorrhoeae). Após esse processo, o RN é identificado com as pulseiras do serviço, para logo em seguida ser amamentado pela mãe.
Durante a internação da mãe na maternidade, os RNs passam por alguns procedimentos. Normalmente, são pesados de duas a quatro vezes por dia, já que existe uma perda esperada de peso – na verdade, há perda de líquido e eles “desincham” com o passar do tempo. A queda no peso pode chegar a 12% entre o nascimento e o quinto dia de vida, por isso, é importante ficar de olho nessas mensurações!
Outra característica desse período é a avaliação do surgimento da icterícia. Ela normalmente acontece em mais de 60% dos RNs e, na maioria das vezes, é somente uma adaptação do bebê à vida extrauterina, sendo chamada de icterícia fisiológica.
Não se assuste se, depois de 48 horas do parto, o pediatra falar que seu bebê precisa passar pelo banho de luz, também conhecido como fototerapia. É um processo tranquilo, fisiológico e que bloqueia a ascensão da icterícia (esta sim é um problema).
Exames e testes realizados durante a internação
Hoje existem muitos testes que são realizados de forma gratuita e obrigatória.
Hoje existem muitos testes que são realizados de forma gratuita e obrigatória.
São eles:
– Teste do reflexo vermelho (ou teste do olhinho): o pediatra examina os olhos do RN com um aparelho chamado oftalmoscópio. Pela lente, o olho deverá aparecer avermelhado, por isso, o nome de reflexo vermelho. Com esse simples exame é possível diagnosticar a catarata congênita, o retinoblastoma, lesões por trauma e outras lesões infecciosas.
– Teste do reflexo vermelho (ou teste do olhinho): o pediatra examina os olhos do RN com um aparelho chamado oftalmoscópio. Pela lente, o olho deverá aparecer avermelhado, por isso, o nome de reflexo vermelho. Com esse simples exame é possível diagnosticar a catarata congênita, o retinoblastoma, lesões por trauma e outras lesões infecciosas.
– Teste da orelhinha (ou triagem auditiva): o teste é realizado já no segundo ou terceiro dia de vida do bebê. Diferente do teste do pezinho, neste não é preciso fazer nenhum furinho. O procedimento é realizado com o bebê dormindo, em sono natural. É indolor, não machuca, não tem contraindicações e dura em torno de 10 minutos. O exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê para emitir sons de fraca intensidade e recolher as respostas produzidas. A importância deste estudo é diagnosticar ou afastar déficits auditivos.
– Teste do coraçãozinho: indolor, não invasivo e com custo baixíssimo. Exige apenas a utilização de um aparelho denominado “oxímetro”, já disponível em todas as maternidades e hospitais, pois também é essencial para monitorar pacientes (principalmente em UTIs). O procedimento deve ser realizado após as primeiras 24 horas de vida e antes da alta hospitalar.
– Teste do pezinho: existe desde 1976 e é um dos mais importantes. Sua função é fazer uma triagem de doenças genéticas ou congênitas, como o hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria. Dependendo do tipo de teste do pezinho, outras doenças podem ser estudadas, como a anemia falciforme e talassemia, hiperplasia adrenal congênita, fibrose císitica, deficiência de G6PD e muitas outras. No Brasil, atualmente existem três tipos de teste do pezinho: básico, ampliado e avançado. A diferença entre eles é o número de doenças que são pesquisadas. Desde 2001, o Ministério da saúde tornou obrigatória a realização do teste básico para todos os RN do Brasil.
– Teste da linguinha: o procedimento serve para detectar se a criança tem o problema comumente chamado de língua presa.
Dependendo da maternidade, os pais podem solicitar que o RN já seja vacinado antes da alta com a primeira dose da Hepatite B e a vacina da tuberculose (a BCG). Esses procedimentos não são obrigatórios e podem ser cobrados pelos serviços de saúde.
Após passar por todas essas etapas, é hora de ir para casa e cuidar do pequeno RN. Não esqueça que a primeira consulta com o pediatra deverá ocorrer já nos primeiros 10 dias de vida! E partir para o show da vida!!


